o mesmo amor
Um poeminha quase inédito
agora que já não creio no amor,
eu tenho como nunca o peito aberto.
ajeito o meu alforje no deserto,
sem medo de ser eu sei quem sou.
há tantas companhias fugidias,
tímido e pequeno, o grande amor
faz ninho e armadilha nos atalhos
que forjo nessa trilha rumo ao mar.
do alto dos abismos, ressentido,
à beira dos penhascos, aonde for,
dependurado no peito cata a flor,
o amor que já não é e o mesmo amor.
Link para alguns poemas publicados no site do coletivo Especiaria.


Cada vez que leio versos seus, sempre e sem dúvida, reforço a minha admiração de fã inconteste.
Belo.